domingo, 8 de novembro de 2009

Dia Internacional de Oração pela Igreja Perseguida



Nosso andar diário - RBC - dia 08 de novembro de 2009
A IGREJA PERSEGUIDA - Anne Cetas
Leitura: 1 Pedro 4:12-19
12 Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse;
13 Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis.
14 Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória e de Deus; quanto a eles, é ele, sim, blasfemado, mas quanto a vós, é glorificado.
15 Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como o que se entremete em negócios alheios;
16 Mas, se padece como cristão, não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte.
17 Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?
18 E, se o justo apenas se salva, onde aparecerá o ímpio e o pecador?
19 Portanto também os que padecem segundo a vontade de Deus encomendem-lhe as suas almas, como ao fiel Criador, fazendo o bem.
Mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome. —1 Pedro 4:16

Na manhã de outubro de 2006, uma mulher e seus seis filhos testemunharam um ataque ao marido e pai. Os marginais tentaram forçá-lo a negar Jesus, mas ele se recusou e continuou a proclamá-lo como Senhor, e morreu orando por sua família. Em meio a esta dor, a família está determinada a seguir a Cristo.
Outro homem foi condenado a três anos de prisão por, supostamente, insultar outra religião. Ele declarou abertamente que é cristão e que ama Cristo, ele e sua família continuam fiéis e recusam-se a negá-lo.
A perseguição a fé cristã é tão real no mundo atual quanto fora para os crentes judeus da igreja primitiva a quem Pedro escreveu: “Ora, o Deus de toda a graça […] depois de terdes sofrido por um pouco, ele mesmo vos há de aperfeiçoar, firmar, fortificar e fundamentar” (1 Pedro 5:10).
Hoje é o Dia Internacional de Oração pela Igreja Perseguida. Os pedidos de oração da missão Portas Abertas, um ministério comprometido com o encorajamento aos cristãos perseguidos, pode direcionar nossas orações:
• Ore pela segurança e fé dos cristãos secretos em países onde é ilegal compartilhar sobre Cristo.
• Ore pela saúde, perseverança e encorajamento dos cristãos que estão presos por causa do evangelho.
• Ore para que aqueles que perderam entes queridos devido ao martírio, confiem em Deus para receber fortalecimento.
Juntos, coloquemos nossos irmãos cristãos diante de Deus em oração. —AMC

O sangue dos mártires é a semente da igreja. —Tertuliano
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Mais informações:

idop.org
Portas Abertas

Motivos de oração



Semana de 8 a 14 de novembro

MICRONÉSIA: Por favor, ore pela revisão da Bíblia em marshalês para o novo sistema ortográfico. Esta nova tradução irá assegurar que a Bíblia será facilmente compreendida pelos jovens. Ore também para que as igrejas continuem a crescer apesar dos muitos desafios que enfrentam. Ore para que a obra de Deus continue a espalhar-se na Micronésia.

ÍNDIA: Agradeça a Deus por permitir que respondamos aos enormes desafios deste complexo país e uma estrondosa resposta ao nosso trabalho, que se reflete num aumento na distribuição e dos fundos angariados. Dê glória a Deus por tudo o que tem sido conseguido na área da tradução, formação de funcionários, ministério entre viúvas, projeto de evangelização hospitalar e lançamento de novas publicações, incluindo Bíblias de Estudo, Bíblias em diferentes línguas e Escrituras para pessoas com deficiência auditiva. Por favor, ore pelas preparações em curso para as celebrações do nosso bicentenário em 2011. Lembre também o nosso trabalho no Butão.

NEPAL: Louvamos a Deus por dois lançamentos de Escrituras no ano passado: Bíblia em nepalês básico e os livros de Rute e Oseias na língua comum do Tibete. Começamos a trabalhar na Bíblia na nova versão nepalesa revista: peça a Deus que conceda sabedoria e forças a todas as pessoas envolvidas. Por favor, ore também por unidade entre as diferentes facções políticas do Nepal, e para que possam conduzir o país para um ambiente de paz, justiça e prosperidade.

sábado, 7 de novembro de 2009

Feliz



Horatio Gates Spafford nasceu em 1828, em Chicago, exerceu funções de advogado, professor de jurisprudência médica na Universidade de Lind e diretor de um Seminário Presbiteriano. Morreu em 1888 em Jerusalém.
A vida de Horatio foi marcada por sofrimentos de todos os tipos.
Em Chicago, um incêndio destruiu todos os seus bens.
Num naufrágio, em 1881, perdeu as quatro filhas, salvando-se apenas a esposa.
Depois a morte de um filho.
Diante de tanto sofrimento, Horatio escreveu:
"Se paz a mais doce me deres gozar, se dor a mais forte sofrer, Oh! Seja o que for, tu me fazes saber que feliz com Jesus sempre sou!".

Horatio escreveu apenas este hino.
O título do hino é o mesmo nome do navio que naufragou, onde suas quatro filhas morreram.
O nome do navio era "Ville de Havre", expressão francesa. A tradução para a nossa língua é: "Sou Feliz".

Sou Feliz
Se paz a mais doce me deres gozar,
se dor a mais forte sofrer.
Oh! Seja o que for, tu me fazes saber
que feliz com Jesus sempre sou!

Sou feliz com Jesus!
Sou feliz com Jesus, meu Senhor!

Embora me assalte o cruel Satanás
e ataque com vis tentações,
oh, certo eu estou, apesar de aflições,
que feliz eu serei com Jesus!

Meu triste pecado, por meu Salvador,
foi pago de um modo cabal.
Valeu-me o Senhor, oh, mercê sem igual!
Sou feliz! Graças dou a Jesus!

A vinda eu anseio do meu Salvador,
em breve virá me levar
ao céu, onde vou para sempre morar,
com remidos na luz do Senhor!

Letra: Horatio G. Spafford Tradução: Willian E. Entzminger Música: Philips P. Bliss

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

o que Deus ajuntou

Divórcio abala a família






Portanto o que Deus uniu, não o separe o homem. Marcos 10.9

O desejo do Senhor é que, ao se unirem, homem e mulher se tornem uma só carne, ou seja, estejam ligados para sempre.
O divórcio não é plano de Deus para ninguém.

Entretanto, muitas vezes, diante de tantas adversidades, como o adultério, as drogas, a bebida, a violência física, por uma questão de sobrevivência física, mental, psicológica e espiritual, os laços do matrimônio são quebrados e, por fim, acontece o divórcio, um mal que abala e traz consequencias para toda a família.


Lembre-se de que o Todo-poderoso é capaz de restaurar e renovar todo relacionamento.

Nada é impossível para Ele.
Por isso, antes de tomarmos qualquer decisão, precisamos orar ao Criador.
Somente Ele deve dirigir os nossos passos, com sabedoria e discernimento.

Oração: Pai, dá-me sabedoria para enfrentar as dificuldades do meu casamento.
Que eu possa olhar além das adversidades, crendo que o meu socorro vem de Ti.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Difícil?



5 de Novembro - Lettie Cowmann - Mananciais no Deserto

Haverá coisa alguma difícil ao Senhor? (Gênesis 18.14)

Hoje há um desafio de Deus a você e a mim.
Ele quer que pensemos no mais profundo, mais digno, mais alto desejo e aspiração que temos — alguma coisa que desejamos muito para nós mesmos ou para alguém que amamos, e que, como não vemos realizar-se e já faz tanto tempo, contamos como uma aspiração perdida — algo que poderia ter-se concretizado, mas que agora não pode mais; e então perdemos a esperança de vê-lo concretizado nesta vida.

Essa coisa, se está na linha do que sabemos ser vontade expressa de Deus (como era a dádiva de um filho a Abraão e Sara), Ele tenciona fazer para nós, embora o achemos impossível, ao ponto de rirmos do absurdo de alguém pensar que possa acontecer.
Essa coisa Deus tenciona fazer para nós, se apenas Lhe permitirmos.
"Haverá coisa alguma difícil demais para o Senhor?"
Não, se confiamos nEle o suficiente para prosseguirmos fazendo a Sua vontade e deixando o impossível com Ele.
Mesmo Abraão e Sara poderiam ter impedido o plano de Deus se continuassem a descrer.
A única coisa difícil para o Senhor é a incredulidade deliberada e contínua, quanto ao Seu amor e poder, bem como a nossa rejeição cabal de Seus planos para nós.
Nada é difícil demais para o Senhor fazer aos que confiam nEle.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Travesseiro macio



4 de Novembro - Mananciais no Deserto - Lettie Cowmann

Estando eu no meio dos cativos, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu vi visões de Deus... e ali esteve sobre ele a mão do Senhor. (Ezequiel 1.1,3)

Não há comentarista da Escritura que seja tão valioso como o cativeiro.
Os velhos Salmos soam com nova profundidade e paixão aos nossos ouvidos, quando nos sentamos junto aos rios da Babilônia; vibram para nós com nova alegria, quando saímos do nosso cativeiro "como as correntes no sul".
O homem que passou por muitas aflições não abrirá mão facilmente do seu exemplar da Bíblia.
Aos olhos dos outros o seu livro poderá parecer idêntico a outros livros, mas não para ele.
Pois sobre as páginas da sua velha Bíblia marcada de lágrimas, ele escreveu, com caracteres visíveis só a seus olhos, o registro de suas experiências. E aqui e ali ele chega às colunas de Betei ou às palmeiras de Elim, que são para ele memoriais de algum capítulo crítico de sua história.
Para sermos beneficiados através do nosso cativeiro, precisamos aceitar a situação e torná-la no melhor meio possível de lucro.
Ficar indignado porque uma coisa nos foi tirada ou porque fomos tirados daqui ou dali não irá melhorar nada, irá, sim, impedir-nos de melhorar o que nos resta. 
Se esticarmos a linha, o nó ficará ainda mais cego.
O cavalo que não se submete ao cabresto, acaba estrangulando-se na própria baia. O animal muito fogoso, que se agita sob o jugo, apenas fere o dorso.

É conhecida a diferença entre o impaciente estorninho, que bate as asas contra a gaiola, gritando, como a dizer: "Não consigo sair! Não consigo sair!", e o dócil canário, que canta na sua prisão.

Nenhuma calamidade poderá ser vista como somente um mal para nossa vida, se a levarmos diretamente a Deus em fervente oração.
Pois assim como alguém que se abriga sob uma árvore pode encontrar nela inesperados frutos, assim quem se refugia sob as asas de Deus sempre encontrará nEle muito mais do que já tinha visto ou conhecido.
É assim que, através das nossas provas e aflições, Deus nos dá novas revelações de Si mesmo; e o vau de Jaboque nos leva a Peniel, onde, como resultado da luta ali travada, vemos a Deus "face a face" e a nossa vida é salva.
Você que está em algum cativeiro, tome isto para si; e o Senhor lhe dará "cânticos na noite" e mudará "a sombra da noite em manhã". — Wm. Taylor
Submissão à vontade do Senhor é o mais macio travesseiro.

Presente de Deus

Homenagem a um blog que está de aniversário...



DEUS NÃO AGE EM MEIO À ANSIEDADE
“NÃO ANDEIS ANSIOSOS PELO AMANHÃ; BASTA CADA DIA O SEU PRÓPRIO MAL”. Mateus 6:34

Em alguns momentos, temos a impressão de que Deus está muito distante como se estivesse indiferente ás nossas necessidades, sem pressa alguma em nos atender. Surge, a partir daí, uma tensão, entre a nossa pressa e a aparente demora de Deus. O resultado, não raro, é a sensação de abandono, de agonia e de impotência total.

Há três reflexões que precisamos fazer nessas ocasiões.

A primeira, Deus não tem pressa!

O agir de Deus como Senhor do tempo, da vida e da história é na exata medida de sua precisão.
Ele é perfeito em tudo que faz.
A pressa é própria do homem.
Nossas neuroses não combinam com a paciência de Deus, sendo sempre bom lembrar que a nossa pressa não altera a ordem natural das coisas.
O fluxo da vida é como o leito de um rio, que corre sozinho, sem pressa e ninguém consegue apressá-lo.

Em segundo lugar, a aparente demora de Deus deve ser entendida por nós como um tempo pedagógico.

Enquanto esperamos, Ele nos está ensinando algo.
Muitas vezes, é na expectativa da espera que encontramos tempo para um mergulho em nossa interioridade mudamos nossas percepções, refletimos sobre nossos valores, sentimentos e prioridades.
Esperar origina uma forma de aprender.
Quando esperamos por Deus, estamos aprendendo com ELE.

Uma terceira reflexão que deparamos no espaço do tempo entre a procura e a resposta, é que na vida nada melhor que um dia após o outro.

O tempo sempre nos traz á luz àquilo que não conseguimos enxergar de imediato, porque a pressa encobre nossa visão.
Conseqüentemente, a paciência produz a experiência, e a experiência nos conduz a esperança.
Quem quiser colher frutos no futuro, precisa aprender a plantar esperança e paciência.
Logo, por que apressar o rio se ele corre sozinho e naturalmente?

A cultura do imediato, das respostas prontas, da comida rápida e das demais neuroses que a sociedade moderna nos impõe, acaba roubando de nós a paciência, uma das virtudes mais indispensáveis para quem quer viver uma vida melhor, e colher os frutos de um amanhã salutar.

A vida desenvolve uma contínua construção, sempre inacabada, que exige repensar valores, vivênciar novos sentimentos, aprender novas lições, conquistar novos espaços e vislumbrar novos horizontes.
A vida é pedagogia pura.
Ela é um aprendizado forjado nas lições do cotidiano.

Deixemos, pois, que cada dia dê conta de si mesmo, e que despeje suas águas turvas, cheias de mazelas e tensões, sempre ao pôr do sol.
Tenhamos sempre em mente que Deus está no controle de tudo inclusive do tempo.

Porque, então apressar o rio?
Siga o conselho de Jesus, o Mestre da vida: “Não andeis ansiosos pelo amanhã; basta a cada dia seu próprio mal”.

Deus não tem pressa!
Nós é que não sabemos viver.
Espere em Deus, lance sobre Ele todas as suas ansiedades porque é Ele quem cuida de nós.
Respire fundo e entregue a Deus nesta manhã aquilo que mais te angustia, que mais te preocupa, e então sentirás um grande alívio em seu coração, e conseguirá novamente viver e sorrir.

Apóstolo Estevam Hernades – Igreja Renascer em Cristo.

sábado, 31 de outubro de 2009

Vida de fé



31 de Outubro - Oswald Chambers - Tudo para Ele

"Fé como um grão de mostarda... e nada vos será impossível" Mateus 17.20.
Nós achamos que Deus nos dá recompensas devido à nossa fé; até pode ser que seja assim enquanto somos novos na fé; mas a função da fé não será conceder-nos recompensas por termos crido, mas acima de tudo levar-nos a um relacionamento correto com Deus, dando-lhe espaço para operar dentro de nós livremente.
Se você é filho de Deus, Deus tem que retirar de ti, com alguma frequência, a sustentação causada por experiências anteriores para que possa apenas manter-se num contato direto e exclusivo com ele.
Deus quer que entendamos que a vida de fé é uma vida e não uma forma de sentimentalismo emotivo e de gozo gratificante a nível de emoções por causa daquelas bênçãos que recebemos dele.
No início, nossa fé era pequena e intensa, estabelecida e sedimentada à volta dum pequeno ponto luminoso naquela experiência que menosprezava tanto o bom senso quanto a fé realista e real e era cheia de luz e de beleza; então Deus retira de nós suas bênçãos conscientes com o intuito de nos ensinar a caminhar só “pela fé”,  2 Coríntios 5:7.
Temos agora mais valor para ele do que nos tempos remotos daquelas alegrias conscientes de testemunhos elucidativos e plenos de emoção.
A própria natureza da fé que é real exige que ela seja provada para deixar de ser fingida e emocional; não porque achemos difícil confiar em Deus, mas porque é necessário que tiremos da nossa mente todas as dúvidas em relação à fiabilidade e certeza de todo o caráter de Deus.
É essencial para o pleno desenvolvimento da fé que ela passe por períodos de isolamento em silêncio absoluto.
Nunca confundamos as provas impostas à nossa fé com a disciplina comum da vida real; grande parte do que dizemos constituírem provas de nossa fé, não passa dum resultado consequente e inevitável de estarmos vivos aqui nesta terra.
Crer na Bíblia é crer em Deus, apesar de tudo o que contradiz: é manter confiança no caráter absoluto e insolúvel de Deus, faça ele o que fizer.
Um dos versículos mais conhecidos que temos é: "Ainda que ele me mate, nele ainda confiarei", Jo 13:15. Essa é uma das mais sublimes declarações de fé que a Bíblia contém.

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e se essas provas de fé estão te deixando sem forças....
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31 de Outubro - Mananciais no Deserto - Lettie Cowmann

E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas fraquezas; porque não sabemos o que pedir como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis. E aquele que examina os corações sabe qual é a intenção do Espírito; e é ele que segundo Deus intercede pelos santos. (Romanos 8.26,27.)

Este é o grande mistério da oração.
Este é o delicado mecanismo divino que as palavras não podem interpretar e que a teologia não pode explicar, mas que o humilde crente conhece, mesmo sem entender.
Ah! os pesos de oração que gostamos carregar, mesmo sem os entender!
Quantas vezes o nosso coração se derrama sem mesmo articular palavras, com uma intensidade que nem podemos compreender!
E contudo, sabemos que isto é um eco do trono e um segredar do coração de Deus.
É muitas vezes antes um gemido do que um cântico, um peso, mais que um vôo.
Mas é um peso bendito, e um gemido cujos meios-tons encerram louvor e um gozo inexprimível.
É um gemido inexprimível, como diz o texto.
Nós mesmos não o podemos expressar sempre, e às vezes não podemos senão entender que é Deus que está orando em nós por algo que precisa do Seu toque, e que Ele entende.
E assim podemos simplesmente derramar tudo o que está no nosso coração, o peso que oprime nosso espírito, a tristeza que nos esmaga, sabendo que Ele ouve, Ele ama, Ele entende, Ele recebe; e Ele separa da nossa oração tudo o que é imperfeito, ignorante e errado, e apresenta o restante como o incenso do grande Sumo Sacerdote, diante do trono, nas alturas; e a nossa oração é ouvida, aceita e respondida em Seu nome. — A. B. Simpson
Não é necessário estar sempre falando com Deus e ouvindo Sua voz, para estarmos em comunhão com Ele. Há uma comunhão inarticulada, mais doce do que palavras.
A criança pequena pode sentar-se o dia inteiro ao lado da mãe atarefada e, embora poucas palavras sejam trocadas e ambas estejam ocupadas — uma com os brinquedos, e outra com o serviço — podem ambas estar em perfeita comunhão.
A pequena sabe que a mãe está ali, e sabe que está tudo bem.
Assim, o santo e o Salvador podem passar horas em silenciosa comunhão de amor; mesmo ocupado com as coisas mais comuns, ele está consciente de que cada coisa pequena que faz é tocada pela cor da Sua presença e o sentimento da Sua aprovação e bênção.
Então, quando pressionados por fardos e dificuldades complicados demais para serem postos em palavras, ou misteriosos demais para serem expressos ou compreendidos, como é bom cair nos Seus braços de amor e simplesmente soluçar ali a tristeza que não podemos exprimir! — Selecionado

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Dúvida



Na dúvida, coma salada...
Pastor Sérgio Fernandes

Provérbios 15:17 - Melhor é a comida de hortaliça, onde há amor, do que o boi cevado, e com ele o ódio.

Há momentos em nossa vida que precisamos abrir mão de alguns deleites pessoais, para evitarmos que alguma decisão egoísta venha causar algum estrago em nossa vida.

E boa parte das lutas que enfrentamos é por darmos vazão a nossos desejos egoístas. Em busca de prazer, somos capazes de manipular e de agir sem amor. Só que este deleite é passageiro. Entretanto, as consequencias podem ser eternas.

O provérbio diz que é melhor a comida de hortaliças onde há amor, do que o boi gordo, onde há ódio. Nunca ponha em risco seus relacionamentos, as pessoas que você ama e a sua vida com Deus por coisas insignificantes e de curta duração. Na dúvida querido, espante o boi gordo e coma salada!

Quem tem ouvidos, ouça!

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Vale sombrio



O VALE SOMBRIO DO DIVÓRCIO
Max Lucado

Publicado em 9/3/2003 em JesusSite

O velho homem está deitado numa cama de hospital. Mas a cama está numa sala de estar e não num quarto de hospital.

Seu corpo já não serve mais a sua vontade. Seus músculos já foram tão danificados pela doença que se esticaram e enrigeceram como um cabo de guarda-chuva.

O homem respira através de um tubo encaixado a um buraco em sua garganta. Mas apesar de seu corpo ser ineficiente, seus olhos estão abertos - e procuram por algo na sala.

Eles vasculham a sala na procura de sua parceira...

Apertando um nó e segurando firme

Seus olhos vasculham a sala na procura de sua parceira, uma mulher cuja a idade é escondida por seu vigor juvenil. Apesar de seus cabelos serem brancos, ela é saudável e ativa, em contraste com aquela figura deitada na cama.

Energicamente, ela vai executar a sua tarefa do dia: cuidar de seu marido. Com uma lealdade indiscutível, ela faz o que vem fazendo pelos últimos dois anos. Não é uma tarefa fácil: ela tem que escovar os dentes dele, fazer a barba, banhá-lo, alimentá-lo, pentiar seu cabelo, escovar seus dentes.

Que cena preciosa é essa. Preciosa porque é um retrato de meu própio pai e mãe.

Alguns poderiam dizer que é uma cena trágica do que uma doença pode fazer com o corpo de um homem. Mas enquanto isso é verdade, essa cena é uma lembrança valiosa do que a devoção pode fazer com o casamento de um casal.

Quarenta anos oferecem muitas razões para desistir de um casamento. Mais portas que o suficiente para cair fora. Eles não apenas viveram durante uma Guerra Mundial como provavelmente também enfrentaram centenas de guerras domésticas. Então o que foi isso que deu a esse casamento um poder para permanecer? Uma vez, alguns meses antes de sua morte, eu perguntei a meu pai o que havia segurado ele e minha mãe juntos.

Ele me respondeu, "Bem, deixar o outro nunca foi uma opção."

Deixar o outro nunca foi uma opção. O que eles tinham era um casamento eterno - um casamento em que duas pessoas, face a face, dizem "Eu irei amar-te mesmo quando eu não sentir te amando. Eu irei te amar quando estiveres doente. Quando tivermos dinheiro e quando não tivermos, Eu te amarei para sempre."

Ninguém disse que o casamento é fácil. A festa do casamento pode ser um evento, mas o casamento em si é uma conquista. Ele leva paciência, cuidados , muita entrega de si mesmo e sacrifício.

A promessa do casamento

Por que o compromisso do casamento é tão importante para Deus? Iria ajudar se lembrássemos que o nosso Deus é um Deus de compromissos. O divórcio não foi criado por Deus. Divórcio foi uma tolerância de Deus (Mt. 19:8-9)

Quando violamos o acordo do casamento, violamos aquilo que Deus nos chamou para ser. "O Senhor Deus de Israel diz, 'Eu odeio o divórcio...' por isso, tenham bom senso; Não sejam infiéis."

É fácil falar.

Você não entende, Deus? Entro em minha casa como se estivesse entrando numa zona de guerra. Na sexta à tarde, eu prefiro ficar no trabalho do que ir para casa...

Nossa casa é tão cheia de tensão... Como poderia se esperar que eu cumpra esse tipo de compromisso?...


Como Deus responde a essa pergunta? "Eu espero isso de você porque Eu mesmo tenho honrado esse tipo de compromisso com você!"

Memorável. Deus estabelecendo um compromisso com o homem. Vez após vez, Ele iria honrá-lo.

Quando os filhos de Israel suplicaram a Ele durante a escravidão, Deus não os abandonou.

Quando Deus os libertou e eles quiseram voltar ao Egito, Deus não os abandonou.

Quando eles fizeram e adoraram a um bezerro de ouro, Deus não os abandonou.

Quando seu rei Davi mentiu, trapaceou, cometeu adultério e assassinato, Deus não os abandonou.

Quando Seus próprios amigos dormiram enquanto Ele agonizava na oração em Getsemani, Ele não os abandonou.

Quando Seu próprio seguidor deu um beijo de traição em Sua face, Ele não abandonou.

Quando um soldado romano o deixou em carne viva nas costas com chibatadas, Jesus não abandonou.

Quando os pregos cravados em Suas mãos e pés o proporcionaram uma dor horrível por todo o corpo, Jesus não abandonou.

Quando Ele voltou de sua cova e achou Seus apóstolos com medo, Jesus não os abandonou.

Esse é o tipo de Deus que servimos. Um Deus de promessas. Está aí o motivo pelo qual promessas são importantes para Deus. Um Deus que acredita que um compromisso estabelecido é um compromisso para ser honrado. Como um filho de Deus, essa é nossa herança. Uma herança que nos chama a sermos fiéis, não apenas a Deus, mas a nosso cônjuge. Se seu casamento precisa de uma reconstrução, você tem um Deus que o cobra a pedir a ajuda dEle para reconstruir seu lar.

Nós temos uma herança de fidelidade. Não tem razão maior para ser fiel a seu cônjuge do que honrar o Deus que foi fiel a você.

Mantendo os extremos equilibrados

Deus ama o divorciado, mas odeia o divórcio. Ah, como tendemos a ir de um extremo para o outro. Por um lado nós pregamos a ira de Deus àqueles que falharam em seus casamentos e elevamos o divórcio como se fosse um pecado acima de todos os outros (mas não é). O resultado são pessoas magoadas e feridas, perguntando a si mesmas se Deus vai algum dia ter lugar novamente para elas.

Do outro lado, em nosso esforço para sermos compreensivos com aqueles magoados e feridos pela separação, nós exageramos na compaixão. Essas pessoas irão pensar "Se o divórcio é tão fácil, então por que permanecer casado?"

Mas os extremos precisam se manter equilibrados. Deus odeia o divórcio. Ele odeia porque isso destrói seus amados filhos. Mas temos que falar na mesma altura para dizer que Deus ama o divorciado, e que esse não é um pecado acima dos outros.

Enquanto você se depara com esse dilema do divórcio, mantenha essas três verdades em mente:

Deus valoriza as pessoas. Por baixo de todo ensino teológico e doutrinal está essa verdade inabalável. E porque Ele nos valoriza, é que a lei de Deus existe, não para o nosso prazer, mas para nossa proteção. Nós pertencemos a Ele. Somos Seus filhos.

Deus valoriza a promessa. Ele é um Deus de promessas. Quando Deus promete algo Ele cumpre. Ele é honesto. Ele não volta atrás. Ele assume um compromisso. Deus sempre baseou Seu relacionamento com as pessoas através de promessas. Ele vive de acordo com a promessa, e não de acordo com um sistema ou um livro de regras.

Deus sabe que promessas quebradas quebram o coração das pessoas. Se eu o digo que irei fazer uma coisa e não faço, algo dentro de você se quebra. Se eu falho em cumprir uma promessa para minha filha, ela irá olhar para mim e dizer, "Mas pai, você prometeu." Uma promessa é tudo o que temos. Deus sabe que, como tudo é construído através de uma promessa, quando uma promessa é quebrada, corações são quebrados.

O divórcio é uma guerra

Se você está passando por um divórcio ou se você testemunha um divórcio, você sabe como uma pessoa com um coração quebrado se parece e se sente. Divórcio nos faz dizer e fazer coisas as quais nós acharíamos outrora incovenientes e inaceitáveis. O divórcio é uma guerra e, como em toda a guerra, existem ferimentos e fatalidades. É uma tragédia.

Você está pensando em se divorciar? Por favor, repense sobre seus planos. Dê a seu casamento tudo o que você possui. Tente o seu melhor. E se você já tiver feito isso, tente mais uma vez. Não ande apenas até o primeiro quilômetro, mas até o quinto, o décimo, o centésimo. Comece a ver o divórcio não como uma simples opção, mas como a última cartada.

Regue o casamento. Lembre-se do plano original. Mantenha-o vivo. E nunca, nunca subestime a dor de um casamento quebrado.

Lembre-se de que Deus odeia o divórcio (Mal.2:16). Divórcio não é um pecado acima dos outros. É um pecado. É errado. Mas é perdoável.

Você tem um casamento feliz? Seja compassivo com aqueles que não tem. Se existe alguém em sua igreja ou em seu círculo de amigos que se divorciou, faça sua parte para ajudá-lo.

Você está divorciado? Então procure pela misericórdia curadora de Deus. Se arrependa e recomece. Você se feriu em batalha, mas Deus pode extrair beleza de dentro da dor. Ele já fez isso antes; Ele fará de novo. Talvez a dor que você experimentou o ensinou a aconselhar outros que passam por esse sofrimento.

Qual é o limite do divórcio? O que Deus quer que façamos?

Se você está casado, Deus quer que você continue casado. Quando você se casa, você faz uma promessa diante de Deus. Ele quer que você assuma esse compromisso.

Se você está afastado, Deus quer que você faça todo o possível para se reconciliar com seu cônjuge.

É entendível que isso talvez não seja possível. As circunstâncias podem estar muito além de sua capacidade de ação. Entretanto, nosso Deus é um Deus de reconciliação. Um Deus que reconciliou uma humanidade pecadora com o Pai celeste também tem a capacidade de reconciliar casais separados. Ele não é apenas um Deus que cria, mas que também recria, e Ele quer recriar seu casamento com seu cônjuge. É um Deus que quer trabalhar dentro de seu lar e fazer o que você pensa ser impossível.

Se você está divorciado em desacordo com as escrituras, reconcilie com seu ex-marido ou ex-esposa. Se não é possível, então aceite a graça de Deus e siga em frente. Procure a partir de agora viver uma vida que agrade a Deus.

Deus é um Deus de misericórdia. Ele pode perdoar raiva, fofoca, malícia. É um Deus misericordioso. Ele é o Deus que teve misericórdia da mulher adúltera. Ele é o Deus que não apenas perdoou mas deu um propósito de vida àquela mulher samaritana que já havia passado por cinco diferentes lares. É um Deus de perdão? Sim.

No momento em que você estiver enfrentando uma possibilidade de divórcio, ou já estiver passando pela dor de um divórcio realizado, Deus quer guiá-lo para sair dessa situação.

Pegue Sua mão e saia desse vale sombrio do divórcio para um novo e ensolarado lado da montanha.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Hora da Panela



A panela da oração - por Max Lucado


“Então irei ao altar de Deus, a Deus, a fonte da minha plena alegria.” Salmos 43:4

Digamos que uma perturbação vem em sua direção. A médica chega à conclusão de que você precisa ser operada. Ela detecta um nódulo e acha melhor que ele seja retirado. Então lá está você, saindo do consultório. Você acaba de receber esta taça de angústia. O que você fará com ela? Você pode colocá-la em uma de duas panelas.

Você pode despejar sua má notícia no tonel da preocupação e pegar a colher. Acender o fogo. Cozinhá-la. Mexê-la. Lamentar por um tempo. Pensar por um tempo. Não demorará muito para você ter uma deliciosa panela de pessimismo.

Que tal uma idéia diferente? A panela da oração. Antes que a porta do consultório médico feche, entregue o problema para Deus. “Eu aceito seu senhorio. Nada chega a mim que não tenha passado pelo senhor.” Além disso, acresecente uma saudável porção de gratidão.

A sua parte é oração e gratidão. A parte de Deus? Paz e proteção.


Notas:Traduzido por Cynthia Rosa de Andrade Marques Almeida
Texto original extraído do site www.maxlucado.com

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Vingança



A VINGANÇA DO VIGILANTE

"Não sabem o que fazem." Lucas 23.34.

Trinta e sete anos de idade.
Magro, quase frágil. Cabelos ralos e óculos. Conhecedor de eletrônica. Respeitador da lei e tímido. Essa não seria certamente a descrição que você daria a um vigilante. De modo algum a pessoa que você escolheria para representar Robin Hood ou o Vaqueiro Solitário.
Mas isso não preocupou o público norte-americano. Quando Bernhard Hugo Goetz estourou os miolos de quatro supostos assaltantes num trem subterrâneo de Nova Iorque, ele tornou-se instantaneamente um herói. Uma atriz famosa enviou-lhe um telegrama do tipo "amor e beijos". Camisas com a frase "matador de assassinos" começaram a aparecer nas ruas da cidade de Nova Iorque. Um grupo de roqueiros escreveu uma canção em sua honra. O povo deu e levantou fundos para defendê-lo nos tribunais. Programas de rádio ao vivo receberam um dilúvio de cartas. "Eles não querem desistir", disse um entrevistado de um programa radiofônico.
Não é difícil descobrir a razão.
Bernhard Goetz era uma fantasia americana realizada. Ele fez o que todo cidadão gostaria de fazer.
Revidou. Ele deu um pontapé nas canelas do valentão. "Deu um soco no nariz do vilão." "Golpeou o mal na cabeça." O herói tímido personificou uma ira nacional ou até mundial: a sede de vingança.

A abundância de apoio é uma evidência clara. As pessoas estão com raiva, elas estão zangadas. Existe uma ira reprimida, fervente, que nos leva a homena-gear o homem que destemidamente (ou temerosamente) diz, "Não agüento mais!" e aparece a seguir com uma pistola em cada mão.
Estamos cansados. Cansados de sermos oprimidos, molestados e intimidados. Estamos cansados dos assassinos, estupradores e criminosos de aluguel.
Estamos zangados com alguém, mas não sabemos quem. Temos medo de alguma coisa, mas não sabe¬mos do quê. Queremos reagir, mas não sabemos como. E então, quando um valentão moderno entra em cena, nós o aplaudimos. Ele está nos representando! "É assim que se faz, Amigão, é assim que se faz!"
Ou será que é? É assim realmente que se faz? Vamos pensar um minuto sobre a nossa raiva.

Raiva. Trata-se de uma emoção peculiar, embora previsível.
Ela começa como uma gota d'água.
Um irritante.
Uma frustração.
Nada grande, só um agravamento.
Alguém passa à sua frente no estacionamento.
Alguém corta sua passagem na estrada.
Uma garçonete é lenta quando você está com pressa.
A torrada queima.
Pingos d'água. Plim. Plim. Plim.
Todavia, recolha o suficiente dessas gotas aparentemente inofensivas de raiva e antes de muito tempo você terá um balde cheio de ódio.
Vingança ambulante. Amargura cega. Odio desenfreado.
Não confiamos em ninguém e arreganhamos os dentes para quem quer que se aproxime. 
Nos transformamos em bombas que andam, as quais, se submetidas à tensão e medo adequados irão explodir como dinamite.

Isso é modo de viver? Qual o proveito que o ódio jamais trouxe? Que esperança a ira já criou? Que problemas foram algum dia resolvidos pela vingança?
Ninguém pode culpar o público americano por aplaudir o homem que revidou. Todavia, quando a atração começa a diminuir em relação a tais atos, a realidade nos leva a fazer perguntas: que bem foi feito? Esse é realmente o meio de diminuir a incidência de crimes? Os transportes subterrâneos estão para sempre seguros? As ruas se acham agora livres do medo? Não. A ira não faz isso. Ela só se alimenta de um desejo primitivo de vingança que alimenta a nossa raiva, que alimenta a nossa vingança, que alimenta a nossa raiva. É fácil ter uma idéia do quadro. Os vigilantes não são a resposta.
Todavia, o que fazer então? Não podemos negar que nossa raiva existe. Como controlá-la? Uma boa opção é encontrada em Lucas 23.34. Jesus fala aqui sobre a multidão que o matou.
"Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem."
Você já pensou como Jesus deixou de revidar? Você já perguntou como ele manteve o controle? Eis a resposta. Ê a segunda parte de sua declaração, "porque não sabem o que fazem". Observe cuidadosamente. É como se Jesus não considerasse aquela multidão sedenta de sangue e faminta de morte como assassinos, mas vítimas. É como se ele não visse nos seus rostos ódio, mas confusão. É como se os considerasse como "ovelhas sem pastor" e não como inimigos a combatê-lo.
"Não sabem o que fazem."
Quando pensamos no episódio, eles realmente não sabiam. Não tinham a menor idéia do que estavam fazendo. Constituíam uma multidão excitada, raivosa contra algo que não podia ver, de modo que ela se voltou contra Deus, justamente contra ele dentre todos. Mas não sabia o que estava fazendo.
Na maioria das vezes, nós também não sabemos. Continuamos, por menos que queiramos admiti-lo, a ser ovelhas sem pastor. Tudo o que sabemos é que nascemos de uma eternidade e estamos medonhamente perto de outra. Brincamos de pegador com a realidade indistinta da morte e da dor. Não podemos responder às nossas próprias perguntas sobre o amor e a mágoa. Não podemos solucionar o enigma do envelhecimento. Não sabemos como curar nossos corpos nem conviver com nossos cônjuges. Não conseguimos nos manter fora da guerra. Não podemos sequer manter-nos alimentados.
Paulo falou pela humanidade quando confessou, "Não sei o que faço".
Sei que isso não justifica nada. Não justifica os motoristas que atropelam e fogem, nem os traficantes de pornografia infantil, ou os que pertencem ao comércio de entorpecentes. Mas ajuda a explicar por que eles fazem essas coisas terríveis.
Meu ponto é este: a ira descontrolada não melhora o nosso mundo, mas a compreensão e a simpatia poderão fazê-lo. Uma vez que vejamos o mundo e nós mesmos pelo que somos, há possibilidade de prestar auxílio. Uma vez que nos compreendamos a nós mesmos, começamos a operar por compaixão e interesse e não com uma atitude de ira. Não olhamos para o mundo com uma carranca amarga mas com as mãos estendidas. Compreendemos que nossas luzes se apagaram e uma porção de pessoas está tropeçando no escuro. Acendemos então as luzes.
Nas palavras de Michelângelo, "criticamos através da criação". Em lugar de revidar, ajudamos. Vamos aos cortiços. Ensinamos nas escolas. Construímos hospitais e socorremos órfãos... e pomos de lado nossas armas.
"Não sabem o que fazem."
Existe algo sobre compreender o mundo que nos faz desejar salvá-lo, e até morrer por ele.

Ira? A ira jamais fez bem a ninguém. Compreensão? Os resultados não são tão rápidos quanto as balas do vigilante, mas são com certeza bem mais construtivos.

Max Lucado em Seu nome é Salvador, não é de se admirar que o chamem assim.